domingo, 31 de agosto de 2008

Atividade císmica não diminui no planeta...

1) Terremoto atinge região petrolífera na Venezuela(11/08/08)

Um tremor de terra de 5,1 graus na escala Richter foi sentido na manhã desta segunda-feira em diversos pontos da Venezuela, inclusive no estado de Sucre e na região de Anzoategui, pólos de produção e refino de petróleo com diversos projetos da PDVSA. Segundo informações de agências internacionais, não há informações sobre feridos ou danos graves; a estatal venezuelana do petróleo informou que não houve paralisação nas atividades; o terremoto afetou, entretanto, sistemas elétricos e de telecomunicações.

2)Atividade de vulcão chileno se acentua(14/08/08)

Desde o último dia 2 de maio em erupção, o vulcão Chaitén, localizado no sul do Chile, aumentou sua atividade na tarde de quarta-feira, expelindo cinzas na atmosfera e levantando uma coluna de fumaça a seis quilômetros de altitude; por tabela, a atividade sísmica na região ganhou força: terremotos na casa dos 2 graus na escala Richter têm sido uma constante na região vulcânica.

Geologicamente, uma atividade mais intensa tanto pode representar o fim do ciclo eruptivo ou o início de um novo ciclo. A localidade de Chaitén, que teve seus habitantes evacuados após o início da erupção e sofreu graves danos devido ao transbordamento de rios e inundações, está toda coberta de cinzas.

3) Terremoto de 6,8 graus atinge Tibete(25/08/08)

O Tibete registrou, na noite desta segunda-feira, um terremoto de 6,8 graus na escala Richter, em uma região remota na fronteira com o Nepal. Diversas réplicas se seguiram, e o governo local enviou autoridades para avaliar os estragos na área, pouco povoada. Ainda não há registros de vítimas fatais ou danos graves. De acordo com informações do Serviço Geológico dos EUA, o abalo foi sentido em lugares tão distantes quanto Nova Délhi, capital da Índia, e teve epicentro a uma profundidade de 35 quilômetros.
Em algumas cidades tibetanas, prédios sofreram rachaduras, embora nenhum tenha ido ao chão, pelo que se sabe. Segundo o noticiário local, autoridades locais ainda tentavam lidar com a situação nas áreas mais remotas.

4)Terremoto de 6,1 graus atinge Vancouver (28/08/08)

A cidade canadense de Vancouver, principal zona metropolitana do oeste do Canadá, foi sacudida na manhã desta quinta-feira por um terremoto de intensidade 6,1 na escala Richter. Com epicentro a 10 quilômetros de profundidade e 472 quilômetros de distância, o abalo aconteceu às 9h37 (horário de Brasília).

Até o momento, não existem informações sobre feridos ou danos graves. Segundo o noticiário local, a costa oeste do Canadá está sendo atingida por uma série de terremotos submarinos desde o dia 17 de agosto, e o de hoje foi o de maior intensidade.

Acompanhem a atividade císmica do planeta:

http://www.geologo.com.br/MAINLINK.ASP?VAIPARA=Terremoto%20de%206,8%20graus%20atinge%20Tibete




sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Você já se perguntou o porquê...

Você já se perguntou porque senta-se à frente de um PC, disposto adquirir uma "...ose" (explico: doenças posturais com sufixo "ose": lordose, escoliose, cifose) ou uma "...ite" (esta eu não explico!)?

Você já se perguntou o porquê de tanta necessidade de estar à frente de um PC, "clicando" e "faletrando" (essa palavra é original!) sabe-se lá com quem, assuntos que "não tem fundamento" para a sua vida em particular?

Você já se perguntou o porquê do vício, antes mesmo da primeira refeição, antes do primeiro beijo na pessoa amada, antes de correr para o W.C. (quase excretando tudo o que tem direito pelo caminho!) , de ligar o PC?

Você já se perguntou o porquê de só conseguir se relacionar com gente nova, sempre de maneira "virtual"?

Você já se perguntou o porquê de passar o tempo todo "masturbando a mente" (essa também é original!) com as idéias mais "exdrúxulas" (outra!) que aparecem na W.E.B., e não contente em ter sido "agraciado" com essa baboseira que recebeu pelo e-mail, resolve espalhar a "boa nova", acreditando que assim está "ajudando" os outros, como se estes fossem pobres tolos, de tão "mal informados" que acredita piamente que são?

Você já se perguntou o porquê de achar que sexo "virtual" um "barato"?

Você já se perguntou o porquê ter mais chance na W.E.B. de conseguir trabalho do que pela forma tradicional?

Você já se perguntou o porquê de ficar hipnotizado com notícias de garotos que enriqueceram com aparentes "brincadeiras" na W.E.B., e hoje são executivos das próprias idéias?

Você já se perguntou o porquê de procurar a felicidade na tela de um PC, para aplacar a solidão e a timidez?

Você já se perguntou o porquê de extravasar as frustrações da vida, numa teia de mentiras, quando redige, e sorri, um "perfil" que não condiz com realidade?

Você já se perguntou o porquê só se sente feliz e sem complexo de inferioridade, quando pode se esconder por trás de um teclado e estbelecer comunicação, de " igual para igual" ?

Você já se perguntou o porquê de só conseguir se sentir aceito em lugares virtuais?

Você já se perguntou o porquê de só se sentir "forte" e "poderoso" quando faz alguém de "bobo" pela W.E.B., apenas para querer dizer que "...aqui eu sou o cara!" ?

Você já se perguntou o porquê ter tanta gente jovem conectada, enquanto a praia, o sol, o jogo de taco, as bolinhas de gude, os banços as praças e areia dos campinhos de futebol, estão lá na rua esperando?

Você já se perguntou o porquê da necessidade de se exibir à toda hora, a qualquer momento, tirando e repartindo fotos e imagens, às vezes em tempo real, com meio mundo, como se quisesse estar é na novela que passa naT.V. em horário nobre?

Você já se perguntou o porquê de toda hora baixar e gravar "trocentas" (mais uma!) músicas e ruídos variados, numa salada de gostos que o ouvido chega a "vomitar cera no travesseiro", de tanta "porcaria" que é obrigado à escutar?

Você já se perguntou o porquê da necessidade de querer saber tudo o que acontece, em todos os cantos, nos idiomas e dialetos mais estranhos, mesmo que no dia-a-dia isso não lhe sirva para nada?

Você já se perguntou o porquê sempre faz as mesmas coisas quando liga o PC, seguindo um mesmo ritual, e sempre retornando o mesmo ponto em que parou, mas acreditando que ainda não fez tudo e que ficou alguma "coisa" por fazer?

Você já se perguntou o porquê, após tudo isso que leu, você ainda continua em frente ao PC, repetindo o mesmo comportamento de antes, e ainda assim não entender o motivo desse texto?

Meu MUNDO sem a NOKIA....

Você notou que, em matéria de telefonia móvel, quse tudo passa pelo nome "NOKIA"?

Essa é a denominação de uma empresa símbolo de um país, que nasceu na Finlândia como produtora de produtos pneumáticos (feitos de borracha) e papel.

A gigante de telecomunicações homônima da região de Nokia, na Finlândia, foi fundada por Fredrik Idestam em 1865, como uma fábrica de pasta de celulose. Já a finlandêsa Rubber Works Ltd (Suomen Gummitehdas Oy fundada em 1898) construiu a primeira fábrica nesta região em 1904. Estas duas empresas e outra finlandêsa Cable Works Ltd (Suomen kaapelitehdas Oy)foram reunidas em 1967 formando a "Nokia Corporation".

Diferentes ramos deste conglomerado foram divididos em várias empresas ou vendido por volta de 1990.

Os produtos de borracha ainda são produzidos pela Nokia, pela Nokian Pneumáticos e os derivados de celulose, na fábrica de papel Georgia-Pacific Finlândia Oy.

A partir de 2008, a empresa de telecomunicações Nokia já não tem mais quaisquer operações na cidade de Nokia.

Apesar da empresa ter sido fundada na cidade de Nokia, a sede foi transferida para Espoo, e as principais fábricas estão em Salo, ambas as centenas de quilómetros ao sul de Nokia.

Quase todos os anos, os turistas vêm a Nokia com a expectativa de encontrar um grande telemóvel-museu, que percorreria as instalações embionárias da empresa, mas a única ligação à empresa é o trem "Nokia mansão", que é por vezes utilizado de forma privativa pela a equipe executiva da companhia.

A cidade tem repetidamente solicitado direito de comemorar o fato de ter sido lá que ela (a Nokia) nasceu, mas a empresa tem sempre recusado, com o fundamento de que os telefones móveis nunca foram produzidos lá.

A Nokia têm instalações de engenharia e design 15 quilômetros de distância, nas proximidades Tampere, bem longe da cidade de Nokia.

A NOKIA tornou-se uma GIGANTESCA CORPORAÇÃO que domina o mercado mundial de celulares, e que é responsável pela constante evolução (e miniaturização) deste "aparelhinhos", verdadeiras maravilhas tecnológicas, que tornou realidade as cenas de filmes de ficção científica.
Atualmente, o foco da Noki tem sido oferecer (e explorar) aplicativos para aumentar a performance dos celulares.
O sexto mais vnçado centro nervoso (e cerebral !) está em Palo Alto, Califórnia, E.U.A., onde a empresa construiu um laboratório de pesquisas, inaugurado em novembro de 2006.

É de lá que o grupo finlandês pretende:

1 - incorporar ao celular a tecnologia "point and find", que permitirá ao celular "reconheçer" um lugar através da imagem captda pela câmera, fornecendo ao usuário todas as informações sobre este local, que poderão ser buscadas na WEB;

2 - possibilitar a "mobile business solutions", ferramentas que agiizem decisões de negócios em tempo real, como tele-conferências on-line, com bertura e visulização de arquivos como PPS ou DOC ao mesmo tempo;

3 - implantar o sistema "real time traffic data to/from phones" , permitindo ao usuário descobrir o melhor itinerário na hora do "rush", consultando dados sobre o tráfico e o fluxo de veículos nas imdiações de onde se locliz o celulr, monitordo pelo GPS interno;

Isso é a última palavra em "mobilidade".

Agora que você já sabe dos planos da NOKIA, é só aguardar o próximo lançamento: o celular que irá substituir TODOS os contrôles remotos que você possui em casa...

O que seria da minha vida sem a NOKIA....

Você já ouviu em falar "MÉTODO MASLOW"?

Maslow. Abraham Maslow (1908-1970) foi um psicólogo americano, considerando o pai do humanismo na psicologia.

De acordo com esta teoria, o ser humano possui diversas necessidades que podem ser separadas em categorias hierarquizadas. Para motivar uma pessoa, você deve identificar qual é a categoria mais baixa na qual ela tem uma necessidade, e suprir esta necessidades antes de pensar em outras em categorias mais altas.

Estas categorias são normalmente apresentadas na forma de uma pirâmide, que é um teste chamado "motivograma", podemos ter uma idéia sobre qual fator está sendo o mais "carente" naquele momento para determinada pessoa:

Segundo Maslow, existe uma pirâmide de necessidades. Os três itens da base são aquelas necessidades que são "obrigatórias" e não há como motivar alguém ou sentir-se motivado se estes três não estiverem satisfeitos. Os dois últimos são necessidades avançadas e, se estivermos buscando por elas, significa que estamos no caminho certo, porque a base já está atendida.



Para saber qual a necessidade que precisa ser atendida, Maslow criou o motivograma. Hoje de manhã procurei na Internet e achei o teste on-line. É bem interessante. Eu fiz e realmente mostrou o meu "estado de espírito" no momento em que fazia o teste. Acho que seria interessante vocês fazerem também.

O teste consiste em responder qual das duas alternativas você prefere. As vezes é difícil optar, mas obrigatoriamente toda a pergunta deve ter uma uma resposta e apenas uma. Ao final, ele dirá o quanto de cada necessidade você está procurando no momento.

PARA FAZER O TESTE:

http://www.jlonline.com.br/almanaque/testes/motivograma/default.asp


Quanto mais pontos, mais aquela necessidade não está sendo atendida

A que tiver mais pontos é a que você mais você persegue ou que sente mais falta.

Até cinco pontos numa necessidade, ela está sendo atendida completamente.

Depois, analisem o que está faltando, verificando através da pirâmide abaixo.




domingo, 24 de agosto de 2008

Avião britânico movido à energia solar bate recorde de permanência no ar

Um avião de fabricação britânica que funciona com energia solar bateu o recorde mundial extra-oficial de permanência no ar, com o tempo de 82h37min.


O Zephyr-6, sem tripulação, conseguiu se manter em vôo no deserto do Arizona com a ajuda de pilhas carregadas com luz solar, informa hoje a emissora "BBC", que afirma que o aparelho pode ser ideal para tarefas militares de reconhecimento.

O vôo foi realizado em uma base do Exército dos Estados Unidos no Arizona, onde o Zephyr-6 quebrou o atual recorde mundial de um vôo não-tripulado estabelecido pelo avião americano Global Hawk, de 30h24min.

Em declarações à "BBC", Chris Kelleher, membro da firma britânica de defesa e pesquisa QinetiQ, responsável pela fabricação do aparelho, disse que os aviões oferecem mais vantagens que os tradicionais.

"A vantagem principal é a continuidade, que pode ficar ali o tempo todo", afirmou Kelleher.

O teste do avião, realizado entre 28 e 31 de julho passado, não é oficial, porque a QinetiQ não envolveu a Federação Aeronáutica Internacional, organismo que regula os esportes aéreos e que dá o sinal verde a todas as tentativas de marcar recordes.

O Departamento de Defesa americano financiou o teste através do chamado Programa Conjunto de Demonstração Tecnológica (JCTD, em inglês), porque busca novas tecnologias para dar apoio a suas tropas em terra.

"Achamos que o Zephyr está perto de ser um sistema operacional, desejamos que seja nos próximos dois anos", disse Kelleher.

O Zephyr, de 30 quilos e montado com fibra ultraleve, foi guiado por meio de controle remoto até alcançar uma altitude de 18 quilômetros e depois voou com piloto automático e mediante comunicações via satélite.

Segundo a "BBC", o Zephyr comprovou que pode suportar temperaturas extremas, desde os 45 graus Celsius em nível do solo no deserto do Arizona até os 70 graus abaixo de zero, ao alcançar uma altitude de 18 quilômetros.

Temperaturas chegarão a 52ºC até 2100, diz estudo

Um novo estudo climático realizado por um instituto holandês com mais de 150 anos de tradição em pesquisa de meio ambiente aponta que as temperaturas em determinadas regiões do globo poderão passar dos 50ºC nos próximos 90 anos. Até então, os estudos mais recentes determinavam que o aumento das temperaturas variariam entre 1,1ºC a 6,4ºC, o que torna o estudo holandês alarmante.

As conclusões da equipe dirigida pelo pesquisador Andreas Sterl foram publicadas no último número da Geophysical Research Letters.

O grupo, do Instituto Meteorológico Real Holandês de Bilt, afirma que não apenas as temperaturas extremas serão mais altas do que o previsto como as suas ocorrências serão mais numerosa.

As regiões mais sensíveis a aumentos bruscos seriam a Índia, a Austrália, a África do Norte e a América do Sul. Chamado "Quando podemos esperar temperaturas extremamente altas em superfície?", o estudo se baseia em informações estatísticas coletadas após 17 simulações climáticas diferentes, e alerta que diversas regiões do planeta poderão registrar a ocorrência de temperaturas em torno dos 50% até 2100.

Na Índia, por exemplo, os termômetros devem marcar 48ºC a partir de 2050, enquanto que o sul europeu e boa parte dos Estados Unidos serão surpreendidos com 40ºC antes do final deste século.

Na América do Sul, conforme afirmou Sterl em exclusividade à reportagem Terra, as temperaturas em torno dos 45º poderão ser freqüentes próximo à linha do Equador, e a fronteira da Venezuela com a Colômbia pode ser justamente a região a apontar a mais alta marca verificada em todo o estudo: 52,9ºC.

Fonte: Terra

Astrônomos buscam medida da velocidade do universo

Na esperança de compreender por que a costura do universo parece estar se desprendendo, um jovem astrônomo e seus colegas embarcaram em uma das jornadas mais antigas da cosmologia - medir a velocidade da expansão do universo, seu tamanho e sua idade.

Essa informação está codificada no valor de um número esquivo, conhecido como constante de Hubble, que entretém astrônomos há quase três quartos de século.

"É o número mais fundamental da cosmologia", disse Adam Riess, 38, astrônomo do Instituto Científico do Telescópio Espacial e da Universidade Johns Hopkins, e um dos descobridores, há 10 anos, de que um tipo de "energia escura" estava acelerando a expansão do universo.

Nesta primavera americana, Riess anunciou que ele e seu colega Lucas Macri da Universidade do Texas haviam usado o Telescópio Espacial Hubble para realizar a mais nova e precisa medição desse parâmetro, fato que chamou de "triunfo da metrologia."

Expressa nos termos singulares que os astrônomos adoram, a constante de Hubble, relata Riess, é de 74 km por segundo por megaparesc. Isso significa que a cada milhão adicional de parsecs (cerca de 3,36 milhões de anos-luz) que uma galáxia se distancia de nós, ela acelera 74 km por segundo.

A novidade não é o valor de Riess, que corrobora em geral o resultado da equipe do telescópio espacial anterior, liderada por Wendy Freedman, diretora dos Observatórios Carnegie, e que baseou seus cálculos em medições da radiação residual supostamente liberada pelo Big Bang. O que é inédito é a precisão com que o grupo afirma ter calculado o valor: uma incerteza de apenas 4,3%.

Há apenas 30 anos, astrônomos renomados não conseguiam chegar a um acordo quanto ao valor da constante de Hubble, cuja discrepância chegava ao dobro, deixando todos os outros parâmetros da cosmologia incertos pela mesma discrepância e sendo alvos de chacota dos outros campos da ciência.

Mas esta é considerada a era da cosmologia precisa. "Não estou dizendo que vamos chegar a 1%," disse Riess, "mas talvez cheguemos."

O anúncio de Riess foi considerado um início promissor por astrônomos e cosmólogos preocupados com o futuro do universo e da física. Saber o valor preciso da taxa de expansão do universo, explicam, é a chave para compreender a energia escura. Quanto mais preciso for o valor da constante de Hubble, maior será a precisão na determinação das propriedades dessa força enigmática, quase cinematográfica.

"Acho que o trabalho de Adam é bom," disse Freedman, que liderou os esforços com o telescópio espacial para medir a constante. Mas ela e outros acrescentaram que algumas partes do esquema de Riess podem ser vulneráveis a certos tipos de erros sistemáticos, que levaram gerações anteriores de astrônomos a controvérsias - a influência da poeira e da química galáctica, por exemplo, no brilho de estrelas distantes.

Por e-mail, John Huchra, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, escreveu, "sabemos de vários bichos-papões."

O que está em jogo não é apenas a energia escura. Cosmólogos desejam saber se o chamado modelo padronizado do universo faz sentido. O universo tem de fato 13,7 bilhões de anos, está cheio de matéria escura e de energia escura e salpicado de galáxias que cresceram pela gravidade de flutuações microscópicas aleatórias no Big Bang?

Esse universo é descrito matematicamente por meia dúzia de parâmetros fundamentais, a partir dos quais a constante de Hubble é calculada. Mas para testar o modelo em "um nível fisicamente interessante," nas palavras de Huchra, a constante de Hubble, assim como outros parâmetros, precisa ser de fato medida com o máximo de exatidão.

Tanto o telescópio quanto a "constante" carregam o nome de Edwin Hubble, astrônomo do Monte Wilson que descobriu em 1929 que o universo estava em expansão. Esse parâmetro não é de fato uma constante. No transcorrer do tempo cósmico, a gravidade tenta desacelerar a expansão, enquanto a energia escura tenta acelerá-la, como astrônomos surpreendentemente descobriram há 10 anos.

A história da constante de Hubble viu muitos inícios promissores que logo afundaram com as dificuldades em estimar as distâncias precisas daquelas luzes embaçadas e turvas no céu, ou seja, galáxias.

O telescópio Hale de 200 polegadas, inaugurado em 1948 no Monte Palomar, Califórnia, e o Telescópio Espacial Hubble, lançado 42 anos depois, deveriam resolver o problema.

Allan Sandage, também dos Observatórios Carnegie, que herdou o universo após a morte de Hubble em 1953 e se dedica à medição da constante de Hubble desde então, costuma dizer que a astronomia é uma ciência impossível. "É maravilhoso conseguir uma distância," disse uma vez, "porque é quase impossível acreditar que você possa fazer isso."

Os astrônomos fazem triangulações para determinar a distância das estrelas mais próximas, observando como elas mudam em relação às estrelas ao fundo e enquanto a Terra gira em sua órbita ao redor do Sol. Mas para medir distâncias maiores, eles precisam encontrar as chamadas velas padrão. Elas são estrelas ou outros objetos cujas luminosidades intrínsecas são conhecidas, o que permite inferir suas distâncias a partir de seu brilho aparente.

Entre as velas mais confiáveis estão as cefeidas, estrelas pulsantes que brilham e se extinguem em um padrão definido. Quanto mais brilhantes elas são, mais longo é seu ciclo. Assim, essa estrela cintilando em uma galáxia distante fornece sua luminosidade e distância.

Infelizmente, as mais brilhantes velas, e portanto as mais úteis, são também as mais raras e difíceis de encontrar.

Por isso, os navegantes do cosmos precisam avançar em direção a elas por meio de uma "escala de distância," calibrando as estrelas próximas e as usando como medida para calibrar as mais brilhantes, raras e distantes "velas padrão". As velas padrão preferidas de muitos astrônomos são estrelas explosivas, conhecidas como supernovas do Tipo 1a, brilhantes o suficiente para serem vistas do outro lado do universo.

Mas à medida que os astrônomos avançam nas calibragens a partir das estrelas mais próximas, pequenos erros nos ajustes se multiplicam e a distância de suas velas fica mais incerta.

De acordo com uma compilação recente de Huchra, mais de 500 valores da constante de Hubble já foram publicados. Os astrônomos estão agora perto de chegar a um acordo.

No últimos anos, as duas principais equipes que calculavam a constante com o telescópio Hubble, uma liderada por Freedman e a outra por Sandage, chegaram a respostas com 15% de diferença, 70 e 62, respectivamente, com margens de erro de 10% que acabam criando uma pequena sobreposição.

E as coisas poderiam ter parado por aí, disse Riess. Poucos americanos perdem o sono esperando saber a taxa de expansão do universo com uma precisão de 1%. Para a maioria das pessoas, saber que o universo está se expandindo já é perturbador o suficiente. E a energia escura só piora a situação.

Não são poucos os físicos e astrônomos que perdem o sono especulando se a energia escura impulsionando esse comportamento é um fator de correção que Einstein inventou em 1917 para manter o universo estático, que foi descartado mais tarde.

Riess compara as diferentes formas de observação cosmológica que criam o modelo cosmológico padrão aos raios de uma roda de bicicleta. Para mirar na energia escura, "precisamos circular em volta da roda calibrando os raios," ele disse.

Há dois anos, Riess percebeu que um dos raios mais fáceis de se calibrar era a constante de Hubble. Em um cálculo típico, por exemplo, a incerteza da constante de Hubble se traduz em duas vezes mais incerteza na medida do vigor da energia escura. Então diminuir a incerteza da Hubble é um grande avanço para a melhora das estimativas da energia escura.

Todas as medições da constante de Hubble sofreram com o fato de haver divisões demais na escala de distância, e portanto mais chances de erro, Riess disse.

Medir a constante de Hubble dessa forma, disse, é como medir um quarto com uma régua. Todas as vezes que você pega a régua e a coloca novamente para continuar, você está sujeito a erros. "O que você precisa é de uma fita métrica," disse.

A fita métrica de Riess é o Telescópio Espacial Hubble, e seu instrumento de trabalho, a Câmera Avançada de Pesquisas. A dupla pode encontrar e medir as valiosas cefeidas em distâncias muito maiores que outros telescópios, disse, e assim, pular várias calibragens intermediárias com suas chances de erro.

"Dados e técnicas melhores vêm com o tempo, quer queira quer não," Riess disse por e-mail. "Quero deixar claro que a constante de Hubble pode ser medida com melhor precisão que no passado e não deve ser mais controversa do que qualquer outro parâmetro físico que medimos."

A escala de distância de Riess tem apenas três divisões e um telescópio, saltando das vizinhanças da Via Láctea para explosões de supernova a bilhões de anos-luz.

Ela começa com uma galáxia chamada NGC 4258 (conhecida como Messier 106 na Ursa Maior), onde astrônomos encontraram nuvens emitindo ondas de rádio na freqüência característica do vapor d'água circulante no centro da galáxia, e com as importantes cefeidas.

Em 1999, ao monitorar as velocidades e o movimento pelo espaço dessas nuvens com observações de rádio de alta-resolução, a equipe liderada por James Hernstein no Observatório Nacional de Radioastronomia, em Socorro, Novo México, determinou sua distância em 23,5 milhões de anos-luz.

Essa informação permitiu a Riess e sua equipe calibrar as cefeidas, que foram depois usadas para calibrar as supernovas.

Muitos astrônomos disseram que era preocupante o fato da calibragem das cefeídas de Riess, e portanto toda sua escala de distância, depender de apenas aquela galáxia. Seria desejável, disseram, ter distâncias precisas de mais galáxias, que é o que planeja Jim Braatz, do Observatório Nacional de Radioastronomia, na Virgínia.

Enquanto isso, como técnica reserva de calibragem das cefeidas, Riess e seus colegas utilizam os confiáveis sensores de orientação do Hubble, que ajudam o telescópio a encontrar e rastrear estrelas, para triangular as distâncias das cefeidas em nossa galáxia. Os resultados para a constante de Hubble são os mesmos, disse.

Portanto, a jornada de Riess pela trilha do Hubble está apenas começando. Os resultados provavelmente vão ficar "um bocado melhores" nos próximos meses, disse.

Astronautas vão tentar reparar a câmera avançada, que quebrou no ano passado, durante a transmissão final do Hubble em outubro. Se tiverem sucesso, Riess e sua equipe poderão usar a câmera para ampliar sua busca por supernovas e cefeidas.

No outro extremo da escala, novas pesquisas com telescópio, incluindo o Pan-STARRS (sigla em inglês para Telescópio de Pesquisa Panorâmica e Sistema de Resposta Rápida), cujo protótipo está em operação no topo do Haleakala, em Maui, no Havaí, devem encontrar milhares de supernovas distantes no espaço, aumentando consideravelmente a precisão das medições da energia escura e da problemática constante de Hubble.

Nunca será "oba, acertamos a constante," Riess disse. "É uma missão da humanidade: estar sempre à sua procura. Sempre buscamos por informações mais precisas."

Sem mostrar que sentia o peso da história, disse, "estamos só começando."

Fonte: Terra
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