domingo, 20 de julho de 2008
Nível do mar pode subir 1,5 m até fim do século
O aumento rápido neste século estaria associado ao derretimento rápido das camadas de gelo na Groenlândia e Antártida.
Esta é uma notícia desanimadora para países como Bangladesh, Holanda e as ilhas do Pacífico que tem boa parte de seus territórios em baixa altitude.
Considerando que as emissões de dióxido de carbono não param de de subir, esta aumento no nível do mar pode ser ainda maior.
fonte:
http://blogdovicente.com/2008/04/16/nivel-do-mar-pode-subir-15-m-ate-fim-do-seculo/
Espécie humana esteve à beira da extinção há 150 mil anos, diz estudo
Washington - A espécie humana esteve a ponto de desaparecer da face da Terra há 150 mil anos, segundo um estudo genético publicado hoje pela revista "American Journal of Human Genetics". Houve um momento em que seu número se reduziu, aparentemente por causas climáticas, a apenas dois mil indivíduos que viveram na África na primeira etapa da Idade de Pedra, acrescenta o estudo, financiado, entre outros, pela National Geographic Society.
Esses indivíduos, que agora são o ancestral comum dos 6,6 bilhões de habitantes do planeta, se separaram em pequenos grupos e viveram isolados durante quase 100 mil anos antes de "se reencontrar" para iniciar as emigrações da África, assinala a National Geographic em comunicado.
Neste momento, a humanidade já tinha se dividido em grupos diferentes com linhas genéticas particulares em cada um. "Aparentemente, houve importantes fenômenos climáticos que contribuíram à separação", segundo Spencer Well, chefe do Genographic Project, que dirigiu o trabalho.
Segundo o cientista, as evidências de uma catástrofe meteorológica estão na zona de Malauí, onde agora fica Moçambique, a qual durante esses tempos registrou uma série de intensas secas. "A população se reduziu provavelmente cerca de dois mil indivíduos... poucas centenas por cada grupo. Estivemos à beira da extinção", acrescentou.
Os cientistas chegaram a essa conclusão após analisar os genomas completos do DNA mitocondrial de várias populações indígenas da África Subsaaariana com o objetivo de localizar mutações genéticas.
Os pesquisadores descobriram que um conjunto de indivíduos que tinha tido sua origem no leste da África se separou há 150 mil anos.
Um grupo emigrou ao sul e o outro ao nordeste.
A ínfima humanidade desse remoto passado "se manteve à parte durante quase 100 mil anos. Depois, há 40 mil anos, se reuniu para se transformar em uma só população pan-africana", afirmou Doron Behar, pesquisador do projeto do Centro Médico Rambam, em Haifa, Israel.
fonte:
Americanos sentem o que brasileiros já sentiram...
Overdue utility bills mount in L.A.
Terry Holtzman has watched his income sour in recent months as the plummeting housing market pushed much of the Southland's economy to the verge of recession.
And now, when the Woodland Hills construction worker has less to spend, rising prices for everything from food to fuel have intensified the squeeze on money for even the most basic of needs: such as keeping the power on at home.
"It's tightening up my budget," Holtzman said as he waited to pay his $350 Department of Water and Power bill at a Winnetka customer service center last week. "I'm not being able to pay my bills in full for whatever bills I have.
"I'm pretty shaken up, fearful. It's nerve-racking."
Holtzman's worries are being echoed across Southern California. The DWP and other utility companies say growing numbers of people are falling behind on their water and power bills.
DWP officials said 358,374 customers - nearly one in four of the 1.4 million the utility serves - had overdue bills in May. That was 13 percent more customers with overdue bills than in May of last year, officials noted.
The vast majority of the 358,374 - about 293,000 of them - were homeowners, according to DWP records. But overdue accounts of apartment dwellers also surged - up 40 percent from a year ago to 22,251.
"I think people are feeling the pinch of a difficult economy. They feel very uncertain," said DWP General Manager H. David Nahai.
"When you have a
Nahai said the utility is closely watching the trend and moving to hire and train workers to help customers meet their payments.
Nahai said the utility's write-off rate has climbed only about 0.1 percent over past year, which will cost the DWP an extra $1 million or so. He said the rate is still less than the industry average.
And he said the public utility, which charges a 1.5 percent monthly late fee, wants to try to avoid cutting off service.
Disconnections on average have been dropping since Nahai took over: Service was cut off to about 2,160 customers in each of the last four months, compared with about 3,460 per month in the same period last year.
"While disconnecting is a last resort, it's truly unfair to ratepayers as a whole to allow abusers to get away with it, and we'll concentrate to make sure that doesn't happen," Nahai said.
Jack Kyser, chief economist with the nonprofit Los Angeles County Economic Development Corp., said the leap in late payments reflects how squeezed families are finessing their budget calculations.
"I think people feel the utility would be easier to deal with, that they might not come down so hard," said Kyser, noting utilities in the region don't move to cut off customers until after about 50 days.
"The banks would move more quickly to try to get the situation under control," he said, when payments are late on credit card debt or home or car loans.
Overdue utility bills also reflect how difficult the balancing act has become for middle- and lower-income families, he said.
"They're in a vise and don't know when it will ease," Kyser said. "They're paying more for gas, food. We don't know what the housing situation is, and of course they have utilities to pay.
"In many cases they're really stuck and don't know what to do. It's easier to let the utility bill slide and then catch up, especially if they're facing a big jump in variable-rate mortgage payments."
Rebecca Robins, a Stevenson Ranch financial planner, said it may be difficult for customers used to making spontaneous purchases to adjust to tight budgets.
"People generally have their priorities mixed up in a consumption society. We forget shelter, food, clothing. People don't think of utilities," Robins said.
"But this will mushroom. People don't realize it. They'll get so far behind and have to play catch-up."
Not all utility costs are pushing ratepayers to the brink.
While natural-gas prices with Southern California Gas Co. have bumped homeowners' average summer monthly bills from about $31 last year to between $40 and $50 this year, delinquent payments have remained about the same, said spokeswoman Rachel Laing.
"Basically, natural-gas bills aren't as high as electric bills," Laing said.
Outside the city of Los Angeles, Southern California Edison's late accounts also have risen - along with disconnections.
There were 501,610 Edison customers behind on their bills in May, compared with 487,000 at the same time a year ago. About one in every 10 of Edison's 4.8 million customers was behind on payment.
And disconnections in the first five months of this year were up 14percent over the same period last year: 165,000 compared with 145,000.
Edison spokesman Gil Alexander said the utility disconnects after 51 days - about the time the average bill hits $154 - and only after efforts have been made to work out payment strategies.
"We see our jobs as leaving the lights on, not disconnecting customers," he said.
Still, higher power-plant fuel costs passed on to consumers - along with rate hikes at some utilities and rising summer temperatures - have made it tougher for customers on tight budgets.
Ona Martin, 76, of North Hollywood, drove to the DWP service center in Winnetka last week to save on postage and to make absolutely sure she wouldn't be hit by a late fee.
Martin, who works on computers and telephones, was paying a $700, two-month DWP bill despite running only her window air conditioners.
"The prices keep going up and up and up; they never give up," said Martin. "The reason I keep working is because I want to keep up with the economy."
beth.barrett@dailynews.com 818-713-3731
fonte: Daily News
Aquecimento global pode deixar oceanos sem oxigénio
De acordo com investigadores alemães e americanos, as áreas orientais dos oceanos Atlântico e Pacífico, com baixas quantidades de oxigénio dissolvido na água, expandiram-se nos últimos 50 anos, paralelamente com o aumento das temperaturas.
Os modelos do aquecimento mundial indicam que a tendência irá continuar porque o oxigénio do ar mistura-se com mais dificuldade nas águas quentes. Os grandes peixes, como o atum ou o peixe-espada, evitam as regiões sem oxigénio onde não conseguem sobreviver.
O norte do oceano Indico, junto ao mar Arabico e à baía de Bengala, também existe pouco oxigénio. No entanto, os dados disponíveis não mostram nenhuma alteração substancial no tamanho da zona com oxigénio mínimo durante as últimas décadas.
Lothar Stramma, principal autor do estudo IFM-GEOMAR em Kiel na Alemanha, afirmou que há sinais de que as faixas com baixos níveis de oxigénio entre os 300 e 700 metros de profundidade se estão a ampliar e a mover em direcção a águas costeiras menos profundas. «A expansão das zonas com pouco oxigénio está a chegar cada vez mais às áreas da plataforma continental, não é só o oceano aberto», declarou à agência Reuters.
FONTE: http://diario.iol.pt/ambiente/aquecimento-global-ambiente-oceano-oxigenio-pesca/947773-4070.html
Ilha na Itália dá pista sobre futuro ácido dos oceanos
da Folha de S.Paulo
Adeus corais e ouriços-do-mar. Olá algas verdes e espécies invasoras. A julgar por um ecossistema marinho estudado na Itália, esse pode ser o retrato dos oceanos do planeta num futuro próximo, quando o excesso de gás carbônico tiver tornado o mar mais ácido.
A afirmação é de um grupo de oceanógrafos europeus, que descreveu as mudanças na fauna e na flora marinhas em águas cuja acidez local se assemelha à que os cientistas projetam para os mares do mundo todo no final deste século.
Eles estudaram uma comunidade na costa da ilha de Ischia, no mar Mediterrâneo. Ali, chaminés vulcânicas submarinas cospem CO2 e outros gases o tempo todo, tornando o pH mais baixo -ou seja, deixando a água mais ácida.
O que o grupo viu foi um rearranjo do ecossistema, com a morte dos corais. O quadro é consistente com o que cientistas têm projetado nos últimos anos, desde que o problema da acidificação foi descoberto.
Despindo a carapaça
A acidificação dos oceanos é um dos efeitos mais temidos do aquecimento global. Ela não tem a ver diretamente com a elevação da temperatura, mas mesmo assim estima-se que possa causar um impacto enorme na vida marinha.
Os oceanos são a principal "esponja" do CO2 em excesso emitido por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis. Na água, o gás carbônico forma ácido carbônico. Este, por sua vez, dissolve o carbonato de cálcio, matéria-prima dos esqueletos dos corais, das conchas dos moluscos e das carapaças dos microrganismos do fitoplâncton.
Além de ameaçar a vida de milhares de espécies calcificadoras, a acidificação tem um outro aspecto negativo: as carapaças calcárias dos organismos marinhos são um mecanismo vital de "seqüestro" de carbono, já que se depositam no fundo do mar quando essas criaturas morrem, formando rocha calcária. Sem esse "seqüestro", a capacidade do mar de absorver CO2 fica comprometida --e o mundo pode ficar ainda mais quente.
Por mais consistente que seja essa teoria, ela nunca fora observada em grande escala antes. "Os estudos anteriores foram em pequena escala, de curto prazo e de laboratório, então tem sido muito difícil prever os efeitos do aumento das emissões de CO2 sobre a vida marinha", disse Jason Hall-Spencer, da Universidade de Plymouth (Reino Unido), autor principal do estudo.
"Nós mostramos como comunidades marinhas inteiras mudam devido aos efeitos de longo prazo da acidificação."
Medições realizadas por Hall-Spencer e seu grupo em águas mais próximas das chaminés, cujo pH era de 7,8 ou 7,9, mostraram uma redução de 30% no número de espécies em comparação com ambientes semelhantes de pH normal (8,1 a 8,2). Com o sumiço dos corais, as algas verdes tomaram conta do ecossistema.
"Eu temo muito que [as algas] mudem radicalmente os habitats marinhos rasos ao redor do planeta", disse o britânico. O estudo foi publicado on-line na revista "Nature".
FONTE: www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u410360.shtml
Gelo no Ártico está derretendo 'mais rápido do que se pensava'
O gelo do mar do Ártico está derretendo mais depressa do que no ano passado, apesar de um inverno rigoroso, sugerem dados obtidos pelo US National Snow and Ice Data Center (NSIDC).
Os pesquisadores acreditam que nos próximos meses a calota polar pode encolher atingindo níveis jamais vistos antes, e se a tendência continuar, o mar do Ártico pode ficar sem gelo durante os meses mais quentes num prazo de cinco a dez anos.
Eles observam que o gelo que se forma é fino e derrete com facilidade.
O inverno passado foi mais frio do que a média no Ártico, levando a sugestões de que a cobertura de gelo poderia se recuperar, mas os dados obtidos agora indicam o oposto. A retração do gelo também vai permitir que a água absorva mais energia do sol, elevando ainda mais as temperaturas.
Potencialmente isso acelera a perda de gelo da cobertura da Groenlândia, o que poderia elevar o nível dos oceanos. A camada gelada contém água suficiente para elevar este nível em até 7 metros, se derreter totalmente.
Em meados de julho, líderes do G8, grupo formado pelos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia, vão se reunir no Japão para discutir uma resposta política a mudanças climáticas.
Aparentemente não será muito provável que eles possam agir com a rapidez suficiente para impedir uma grande transformação no Ártico e um grande impacto nas comunidades humanas e na fauna da região.
"Nós tivemos um pouco mais de gelo no inverno, embora ainda estejamos muito abaixo da média no longo prazo", disse Julienne Stroeve, do NSIDC, em Boulder, Estado americano de Colorado.
"Nós tivemos uma recuperação parcial, mas a questão real é que a maior parte do gelo se tornou realmente fino, e se tivermos um verão normal, ele pode simplesmente derreter todo", afirmou.
Há alguns anos, cientistas previam verões sem gelo no mar do Ártico em 2080. Depois simulações de computador começaram a antecipar essa data, para um período entre 2030 e 2050.
No verão de 2007, o gelo do mar do Ártico encolheu, atingindo seu nível mais baixo já registrado, passado de 7,8 milhões de quilômetros quadrados em 1980 para 4,2 milhões de quilômetros quadrados.
No final do ano passado, um grupo de pesquisa chegou a prever verões sem gelo até 2013.
Aquecimento criou "refugiados do clima", diz ONU
As mudanças climáticas estão forçando pessoas ao redor do mundo a deixar suas comunidades e até mesmo seus países por causa do aumento da frequência de enchentes, secas e epidemias, de acordo com o presidente da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, Srgjan Kerim. As informações são da agência de notícias da ONU, UNNews.
"O problema dos refugiados do clima não é mais apenas um conceito, é um fato", apontou Kerim durante o 1º encontro anual do Fórum Humanitário Global, em Genova (Suíça).
Kerim afirmou que o impacto do aquecimento global já é tão intenso que está alterando a vida das populações mais vulneráveis do planeta e defendeu uma aliança global para elaborar soluções para os problemas causados pelas mudanças climáticas. "Cada nação, cada cidade, cada comunidade e indivíduo tem um papel", afirmou.
Kerim argumentou que as mudanças climáticas afetam quase todos os aspectos da atividade humana, incluindo meio ambiente, saúde, migração, energia, governança, segurança e desenvolvimento econômico.
Ainda durante sua apresentação no fórum, Kerim destacou o trabalho dos 192 países-membros da Assembléia Geral da ONU em relação às mudanças climáticas este ano, inclusive o debate realizado no início do mês entre representantes de países e instituições financeiras sobre como investimentos privados podem contribuir para enfrentar o problema.
FONTE: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2969724-EI8278,00.html